Grande movimento a compra da Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açucar. Consolidação do varejo brasileiro à espera do Wall Mart – que é o inimigo a ser batido.

Os demais participantes viraram meros coadjuvantes e perderam valor nesta corrida. Agora – todos irão tentar se oferecer para o Gigante brasileiro ou para o Monstro americano. São os players que contam.

O Carrefour perdeu a corrida e já deve estar nomeando algum banco de investimento frances para vender sua operação no Brasil. Magazine Luiza  deve estar conversando com a Estáter para ver como pode fazer um acordo com o Abílio Diniz.

Esta é uma corrida com dois competidores. Os demais terão que se posicionar de acordo com os movimentos dos líderes. Tal qual no segmento de varejo bancário,  no ambiente do varejo também a economia de escala fala mais alto e garante a sobrevivência.

No mercado ingles – o CADE local impede esta concentração e administra o tamanho dos competidores de forma a associar rentabilidade dos players e poder de barganha ao consumidor. Tanto que as fontes de crescimento dos varejistas ingleses estão fora da Inglaterra. Vejam as expansões do Boots e do Tesco.

Por aqui, o pragmatismo do nosso CADE é complacente com a concentração como forma de assegurar qualidade e poder ao consumidor. Se o CADE pulverizar o mercado exigindo vários competidores – evitando desta forma a concentração – vai fragilizar a todos – empresas e consumidores – neste mercado minúsculo que é o mercado brasileiro. Empresas fragilizadas são um campo fértil para a internacionalização do mercado local – o que aliás já é uma realidade com excessão do mercado financeiro por causa das fortes presenças dos bancos estatais. Não me surpreenderia Itau e Bradesco serem desnacionalizados num futuro recente.

O setor do varejo de alimentos é dominado por franceses e americanos: Carrefour, Casino e WallMart.

O setor de materiais de construção é dominado por franceses : Telhanorte e Leroy Merlin

Com o movimento desta semana o varejo de eletrônicos passa a ser dominado pelo Casino

E o movimento de concentração só tende a aumentar com o avanço do e-commerce. Comprar na Livraria Cultura ou na Amazon será totalmente indiferente para o consumidor. Um site da Amazon em portugues, com uma logística local só depende de escala do mercado brasileiro. Fica aí mais um desafio para os órgãos reguladores que até hoje tem suas ações limitadas  ao desenho de suas fronteiras !!!