O SPFW mostra o novo modelo de negócio da indústria da moda do vestiário brasileiro. Uma dissociação entre criador e criatura. Um modelo pós-moderno de produção de moda. O “artesanato medieval da Ponte Vecchia” deu lugar à gestora de marcas, todas elas desconectadas dos seus criadores. A boutique do artesão deu lugar à boutique do empresário !!!!

“Estou muito mal impressionado com tudo o que está acontecendo, com a saída do Tufi (Duek) e do Amir (Slama) de suas grifes, com o que aconteceu comigo. Acho que virou uma coisa egoica. O grupo diz ‘sou poderoso, te compro, te seduzo pelo dinheiro, e depois que te tenho, faço o que quiser com você e você sai e eu comando de vez’. Para dar certo, o foco deveria ser a moda e não é”, interpreta Fause.

InBrands : Ellus, 2nd Floor e Isabela Capeto – http://www.inbrands.com.br/

Marisol : Rosa Chá, Pahalolo – http://www.marisolsa.com.br/marcas-de-sucesso/

AMC Têxtil : todas de Tufi Duek Colcci, Sommer, Carmelitas, malharia Menegotti e licencia Coca-Cola Clothing

Este fenômeno não é novo ! Muito menos é iniciativa brasileira ! A francesa LVMH, dona de marcas como Vuitton e Dior ou várias “holdings de moda” americanas já fizeram

esta polèmica é muito interessante ! Até onde se consegue produzir moda sem os seus ícones ! Até onde a “moda de autor” consegue sobreviver. Vários expoentes neste modelo de negócio montaram impérios. Gucci, Valentino, Pierre Cardin, Giorgio Armani, Lacoste, entre muitos outros. Mas foram artistas que resolveram assumir ou desenvolver a sua arte de forma empresarial, profissionalizando design, produtos, gestão.

Interessante acompanhar os desdobramentos desta gestão empresarial de um negócio “aparentemente” artesanal.