Estamos em início de Abril e tento fazer um exercício de olhar o futuro.

Os fatos hoje são :

  • Acabamos de ter a reunião do G20 – um festival de boas intenções – como não poderia deixar de ser…e que não deveria ficar apenas como uma bela fotografia.
  • Vendas de carros novos em alta, com a renuncia fiscal do governo brasileiro,
  • cidade vazia no carnaval, todos viajando !
  • recuperação temporário do fluxo externo de divisas, ou seja exportamos menos mas importamos menos ainda !
  • perspectiva de queda da taxa de juros com queda da inflação,
  • fluxo cambial positivo Todos querem os juros reais positivos pagos peo nosso BC ,

Ou seja, nível de atividade econômica em baixa o que significa inflação sob controle e fluxo cambial menos pressionado. Portanto – perspectiva de queda da taxa de juros.

No front externo –

  • ainda há riscos de deterioração maior nos Estados Unidos (9% de desemprego
  • No resto do mundo ? bem – é só o resto do mundo….
  • China depende dos EUA. Deve – portanto – estar tentando acomodar suas tensões sociais internas enquanto os EUA não recuperam seu fluxo de consumo.
  • Europa há vários anos não é direcionador de crescimento econômico. O objetivo europeu ainda continuar capturando excedentes mundiais suficientes para sustentar sua produção tecnológica de ponta. Este este modelo está chegando nos seu limite operacional.

Aliás esta crise coloca em cheque justamente este ponto fundamental da cultura ocidental: os países poupadores diminuirão os pedágios pagos aos países avançados ? Porque dar aos países avaçados a vantagem ou o poder da “SEIGNORAGE” ? Para eles  destruírem as riquezas da forma como o fizeram ? Existirá uma forma diferente de gestão dos excedentes gerados nas economias periféricas (árabes, japonesas e chinesas, a talvez as brasileiras !!!) ?

O sintoma mais evidente de que alguma coisa está para mudar é a discussão atual sobre a utilização do dolar como reserva de valor mundial.

Quando a poeira deu uma assentada – temerosos da emissão desenfreada e incontrolada de dólares – os países que possuem excesso de reservas internacionais começam a pensar em uma cesta de moedas como nova forma de reserva de valor ( iniciativa liderada pela China).

Estes são indícios de que há esperanças de que o fluxo de riquezas do “novo mercantilismo” pós crise possa se alterar. Estamos longe ainda deste debate – mas ele certamente virá – pois os países centrais perderam a credibilidade para cobrar alguns dos “pedágios” que eles vinham fazendo há séculos em nome de serem exatamente países centrais.

Para que isto ocorra – países emergentes devem ter esta perspectiva histórica e se posicionarem como alternativas válidas e competitivas para ocuparem este espaço. Lula sentou do lado da rainha e que remprestar dinehiro para o FMI. Será que ele tem conciência do que está em jogo ?  Quem viver verá !!!!