Segundo um dos pioneiros no emprego do termo “pós modernidade” , o francês François Lyotard, a “condição pós-moderna” caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais “garantias”, posto que mesmo a “ciência” já não poderia ser considerada como a fonte da verdade.

Estamos assistindo a um espetáculo midiático. Fragmentado. É impossível a compreensão do todo ou a avaliação da extensão do que ocorre. É uma crise que só poderia ocorrer na “sociedade do espetáculo” – na qual o homem perdeu completamente a capacidade de perceber e compreender o todo.

Seria difícil esta crise ter ocorrido em outras fases da humanidade – onde o ser humano se percebia e se compreendia dentro da realidade do seu ambiente físico e humano. O ser humano controlava os resulatdos de suas ações sociais e econômicas. Se identidficava com os resulatdos de suas ações.

Atualmente a sociedade se alicerça num pacto completamente frágil, cujas crenças e dogmas devem ser controladas e reguladas por burocratas descompromissados e sem possibilidade de visão do todo – Quem pode ter “certeza” nas informações contidas num simples balanço contábil.

Os burocratas reguladores não compreenderam a essência da sociedade pós moderna e permitiram esta midiática crise que abala os mais profundos sentimentos de esperança numa sociedade solidária.